Setor se prepara para diversas transformações estruturais tanto para este ano como para os próximos
Por Redação Krooze
A indústria de cruzeiros caminha para um novo ciclo de expansão e reinvenção a partir de 2026. Entre os principais movimentos estão a chegada de navios cada vez maiores, investimentos em tecnologias ambientais, novas estratégias de implantação de rotas e a criação de destinos privados e exclusivos. Ao mesmo tempo, companhias ajustam suas frotas, aposentando navios mais antigos e lidando com novas regras impostas por destinos turísticos.
Tendências da indústria de cruzeiros
Navios cada vez maiores
Os próximos anos serão marcados pela estreia de embarcações com mais de 200 mil toneladas, consolidando uma tendência de crescimento de porte para praticamente todas as grandes marcas. Entre os destaques estão novos projetos da MSC Cruzeiros, Norwegian Cruise Line, Royal Caribbean e Disney Cruise Line.




Outras companhias, como Royal Caribbean e MSC Cruzeiros, devem continuar apostando em suas séries de megaembarcações, como a classe Icon e a classe World, ampliando o conceito de navios como destinos completos.
Operações mais ecológicas
Apesar do aumento de tamanho, os navios também caminham para operações mais sustentáveis. O uso de combustíveis alternativos deve se intensificar a partir de 2026, com cerca de 65% das novas embarcações entrando em operação movidas por opções como GNL (Gás Natural Liquefeito).

Além disso, o setor se prepara para a chegada de navios movidos a metanol e, futuramente, até a hidrogênio. Outras iniciativas incluem:
- Ampliação da infraestrutura de energia elétrica em terra (shore power), permitindo que os navios desliguem seus motores enquanto atracados;
- Redução de plásticos e itens descartáveis;
- Uso mais responsável da água a bordo.
Novas estratégias de implantação
Uma das mudanças mais visíveis será o aumento de cruzeiros fora da alta temporada, especialmente no Mediterrâneo durante o inverno europeu.
Companhias como Costa Cruzeiros, MSC Cruzeiros e Celebrity já lideram esse movimento, seguidas por marcas de luxo como Windstar, Oceania, Silversea, Azamara e Regent Seven Seas.
A Viking Cruises mantém forte presença no inverno europeu, com itinerários tanto no Mediterrâneo quanto no norte da Europa.
Nos Estados Unidos, observa-se também o retorno de portos secundários como pontos de embarque, incluindo Filadélfia, além da expansão em cidades como San Diego, Jacksonville, Norfolk e Mobile.
Crescimento de destinos privados e exclusivos
O futuro dos cruzeiros passa cada vez mais por destinos próprios das companhias.

O Royal Caribbean Group planeja operar mais de oito destinos exclusivos distribuídos entre Europa, Caribe, Pacífico Sul e América do Sul. A Carnival Corporation também amplia seu portfólio com a inauguração de Celebration Key e melhorias em destinos como:
- Mahogany Bay, que será rebatizada como Isla Tropicale;
- RelaxAway at Half Moon Cay;
- Outras áreas privadas em desenvolvimento..

Mais tempo nos portos
Outra tendência clara é a valorização do tempo em terra. Cruzeiros futuros devem oferecer escalas mais longas e mais pernoites.
Na temporada de inverno 2027/28, a Norwegian Cruise Line prevê média de 9,5 horas por porto, com dezenas de partidas tardias e pernoites. A Regent Seven Seas aposta em itinerários imersivos com até três dias atracados em um mesmo destino.
Marcas como Princess Cruises, Azamara, Oceania Cruises, Atlas Ocean Voyages e Windstar Cruises também seguem essa lógica, priorizando experiências em terra.
Novas taxas e limites de viajantes

O crescimento do setor também traz desafios regulatórios. Diversos destinos anunciaram a criação de novas taxas específicas para cruzeiros ou a imposição de limites de viajantes por escala. Entre os países que estudam ou já confirmaram medidas estão: Grécia, Noruega, Havaí, Islândia e França
Grande parte dessas regras deve entrar em vigor a partir de 2026, impactando diretamente o desenho dos itinerários.
A partir de 2026, o setor de cruzeiros deve consolidar uma fase de profunda transformação, equilibrando crescimento, inovação e responsabilidade ambiental. O resultado dessas mudanças é um mercado mais dinâmico e competitivo, no qual tecnologia, estratégia e experiência do viajante passam a definir os rumos da indústria nos próximos anos.
Acesse nosso grupo de WhatsApp e siga nosso Instagram e LinkedIn para ficar por dentro de tudo sobre o mundo dos cruzeiros!