Possível flexibilização abriria caminho para mais brasileiros embarcando em portos norte-americanos e ampliaria demanda por roteiros no Caribe, Alasca e Bahamas
Por Aline Andrade
A possível flexibilização, ou até o fim, da exigência de vistos entre Brasil e Estados Unidos pode representar um novo impulso para o mercado de cruzeiros na América Latina. Atualmente, muitos brasileiros já optam por roteiros pelo Caribe sem necessidade de visto americano, embarcando em destinos alternativos. No entanto, um cenário com acesso mais simples aos Estados Unidos poderia transformar ainda mais o setor, ampliando o número de cruzeiristas brasileiros em viagens com embarques e escalas no país.
Menos burocracia e mais brasileiros a bordo
Com menos burocracia, a tendência seria de crescimento significativo na procura por cruzeiros saindo de portos estratégicos como Miami, Fort Lauderdale, Orlando e Nova York, considerados alguns dos principais hubs marítimos do mundo. A mudança também poderia beneficiar itinerários com escalas em cidades norte-americanas, além de impulsionar toda a cadeia do turismo, incluindo companhias marítimas, hotéis, companhias aéreas, agências de viagens e operadores receptivos.

O tema voltou ao debate após Felix Lasarte, membro do Conselho de Inteligência Presidencial ligado à Casa Branca, defender o fim da exigência de vistos entre os dois países durante o Fórum VEJA Brazil Insights, realizado em Nova York. Durante sua participação, Lasarte destacou a importância de uma integração mais próxima entre os Estados Unidos e a América do Sul, além de elogiar os brasileiros, classificando-os como “os melhores embaixadores do mundo”.
Indústria de cruzeiros
Para a indústria de cruzeiros, uma eventual flexibilização poderia abrir espaço para um mercado ainda mais robusto de brasileiros viajando para o Caribe, Bahamas, Alasca e até travessias transatlânticas a partir de portos norte-americanos. Em um momento em que as companhias investem em meganavios, ilhas privativas e experiências cada vez mais exclusivas, facilitar o acesso aos Estados Unidos pode acelerar ainda mais o crescimento da demanda latino-americana no setor.

Encerrar a temporada de cruzeiros no Brasil e já emendar uma viagem para o Caribe, ou até aproveitar o fim do verão brasileiro para partir rumo ao Alasca, é um cenário que se tornaria ainda mais atrativo com menos barreiras burocráticas. Hoje, muitos viajantes já conseguem explorar diferentes regiões do mundo, como Mediterrâneo, África e Ásia, mas a facilitação de entrada nos Estados Unidos ampliaria ainda mais esse leque de possibilidades, tornando mais simples e fluida a combinação de experiências entre temporadas e destinos.


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