Workshop em Miami debateu ações contra doença que ameaça recifes nas Bahamas, na Flórida e em outros destinos da região
Por Redação Krooze
A MSC Foundation promoveu um workshop regional em Miami para discutir estratégias de enfrentamento à Doença da Perda de Tecido em Corais Pétreos, conhecida pela sigla em inglês SCTLD.
O encontro reuniu mais de 45 cientistas, representantes governamentais, instituições de pesquisa e organizações de conservação para fortalecer a colaboração regional e apoiar ações baseadas na ciência.
A doença é considerada uma das principais ameaças aos recifes de corais do Caribe, incluindo áreas da Flórida e das Bahamas.
Doença ameaça recifes do Caribe
Identificada inicialmente na Flórida em 2014, a SCTLD se espalhou por diversos países e territórios caribenhos. A doença afeta corais duros, pode avançar rapidamente pelos recifes e compromete ecossistemas essenciais para a biodiversidade marinha.
Além do impacto ambiental, a perda de corais também ameaça atividades como pesca, turismo e a proteção natural das áreas costeiras.


Segundo os dados apresentados no workshop, a doença já foi identificada em 33 países até meados de 2025. Em áreas afetadas da Flórida, a SCTLD chegou a provocar perdas de até 60% da cobertura de corais.
Bahamas estão entre as áreas de atenção
Nas Bahamas, a resposta à doença tem envolvido órgãos governamentais, parceiros científicos e organizações de conservação.

O workshop foi organizado após o aumento da incidência da SCTLD em recifes próximos a Ocean Cay, ilha da MSC nas Bahamas, durante avaliações ambientais realizadas em parceria com o Perry Institute for Marine Science em 2025.

O levantamento identificou a presença da doença em mais de 10% dos corais de um dos locais monitorados. Em outros pontos, as incidências registradas foram de 3% e 1,5%. Em uma pesquisa semelhante feita em 2019, não havia sido detectado sinal da doença.
Especialistas definem prioridades

Durante o encontro, os participantes destacaram a importância de ações coordenadas, compartilhamento de dados, colaboração científica e adoção de melhores práticas de manejo.
O grupo identificou cinco prioridades para apoiar a proteção dos recifes das Bahamas: desenvolver a capacidade local de conservação, preencher lacunas críticas de dados, fortalecer a colaboração nacional em pesquisa, compreender a interconectividade dos recifes e implementar estratégias integradas de gestão.
As organizações participantes também se comprometeram a desenvolver uma estrutura comum para orientar ações coordenadas de conservação.
Tratamentos buscam conter avanço da doença
Entre as medidas discutidas estão o monitoramento da saúde dos recifes, a detecção em campo, a aplicação de tratamentos e a avaliação da eficácia das intervenções.
Tratamentos experimentais, incluindo terapias com antibióticos e probióticos, já foram aplicados em dezenas de milhares de corais em diferentes áreas afetadas.
Com autorizações do Department of Environmental Planning & Protection das Bahamas e em parceria com o Perry Institute for Marine Science, a MSC Foundation vem apoiando iniciativas para retardar a progressão da doença e proteger colônias de corais vulneráveis.
Ação reforça colaboração regional
O workshop reuniu representantes das Bahamas, Estados Unidos, México, República Dominicana, Curaçao, Arábia Saudita e outros países.
Entre as organizações presentes estavam o Perry Institute for Marine Science, NOAA, University of Miami, The Nature Conservancy, Mote Marine Laboratory & Aquarium, Smithsonian Marine Station, Healthy Reefs for Healthy People Initiative e MSC Foundation.
Com a iniciativa, a MSC Foundation busca reforçar a cooperação entre diferentes regiões e áreas de conhecimento, apoiando respostas mais rápidas e coordenadas para proteger os recifes de corais do Caribe.
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