Dados, destinos e tendências que revelam onde está a demanda e como aproveitá-la
Por Marco Ferraz, Presidente Executivo da CLIA no Brasil
Além do Brasil, com suas dezenas de destinos e possibilidades, até onde você tem levado os seus clientes quando pensa em um roteiro de cruzeiro? Conhecer onde o setor está em maior evidência no mundo pode fazer toda a diferença na hora de estruturar uma oferta mais estratégica, surpreender o cliente e ampliar suas oportunidades de venda.
O mapa global dos cruzeiros hoje
Os dados mais recentes da CLIA mostram um mercado global dinâmico, com crescimento consistente e uma distribuição cada vez mais diversa de destinos. Mais do que acompanhar novidades, o momento exige atenção ao que está concentrando demanda e ao que tem relevância nas escolhas dos viajantes.
Também segundo a CLIA, o Caribe segue como principal região do mundo, concentrando 43% dos cruzeiristas globais. Na sequência, o Mediterrâneo se consolida como uma das regiões mais desejadas, recebendo cerca de 1 em cada 6 viajantes de cruzeiros no mundo. Outras regiões aparecem na sequência do ranking global, como Norte da Europa, Ásia e China, Alasca e Austrália e Pacífico, mostrando um cenário diversificado. Vale destacar também o crescimento expressivo dos cruzeiros de expedição, que avançam acima da média global e refletem um viajante mais interessado em experiências diferenciadas.
Esse movimento global se reflete diretamente nos principais portos, que ajudam a traduzir onde está o fluxo de viajantes e como ele se organiza. Dados do Oxford Economics mostram que portos como Miami e Porto Canaveral, nos Estados Unidos, lideram o ranking mundial em volume de cruzeiristas, seguidos por Nassau, nas Bahamas, Cozumel, no México, e Fort Lauderdale, também nos Estados Unidos. Esses destinos são peças-chave na dinâmica da indústria. Na Europa, portos como Barcelona, Civitavecchia (Roma) e Southampton, no Reino Unido, também figuram entre os dez maiores do mundo, reforçando a relevância da região no cenário global.
O cenário na América do Sul
Na América do Sul, também em volume, o cenário mostra uma presença relevante, ainda que com espaço para avançar.

Portos como Santos, Buenos Aires e Rio de Janeiro seguem como principais referências regionais, seguidos de destinos como Montevidéu, Búzios, Salvador, Itajaí, Maceió, Ilhabela e Balneário Camboriú, que compõem essa malha. A região segue trabalhando para ampliar sua competitividade, atrair mais navios e consolidar novos roteiros.
Em números referentes a 2025, a América do Sul soma mais de 2.400 escalas, com 94 navios operando, mais de 3,1 milhões de visitas e 125 destinos visitados. O Brasil representa uma parte importante desse movimento, com quase mil escalas, 43 navios, mais de 2,5 milhões de visitas e 32 destinos no circuito. São números relevantes, mas que também mostram o potencial de crescimento da região dentro do cenário global.
Esses dados não falam apenas de volume. Eles mostram onde a demanda está concentrada, quais destinos estão em evidência e onde existem excelentes oportunidades de venda.
E é aqui que entra o ponto central.
O agente que acompanha esse movimento global não apenas vende mais, ele vende melhor. Ele amplia repertório, antecipa desejos e constrói experiências que realmente fazem sentido para o cliente.
Não se trata apenas de incluir novos destinos no portfólio, mas de entender por que eles estão em evidência, o que oferecem de diferente e como podem ser combinados de forma inteligente dentro de uma jornada.
O crescimento da oferta reforça ainda mais esse cenário de oportunidades. Só em 2026, serão 13 novos navios entrando em operação, adicionando mais de 27 mil leitos e ampliando a capacidade global em cerca de 4%. No horizonte até 2036, são mais de 75 navios encomendados e um crescimento de 32% na capacidade, com investimentos que ultrapassam 75 bilhões de dólares.
Isso significa mais itinerários, mais possibilidades e um mercado cada vez mais competitivo. É nesse contexto que surgem entre 1 e 2 milhões de novos cruzeiristas por ano, ampliando a demanda e exigindo ainda mais atenção dos agentes de viagens, responsáveis pela grande maioria das vendas da indústria em todo o mundo.
O cliente de hoje está mais aberto, mais curioso e mais disposto a explorar. Muitas vezes, ele ainda não sabe exatamente para onde quer ir. E é justamente nesse momento que o agente se consolida como protagonista da decisão, fazendo as perguntas corretas para indicar as melhores opções de acordo com o perfil de cada pessoa.
Olhar para o mundo, entender o que está em destaque e transformar essa informação em recomendação é o que diferencia uma venda comum de uma venda de valor.
Porque, no fim do dia, não é só sobre vender uma viagem. É sobre levar o cliente além do que ele imagina, superar expectativas e proporcionar experiências únicas e inesquecíveis.

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