Decisão visa dar continuidade às conversas com autoridades locais para alinhar medidas necessárias para retomar as operações
Da redação
A CLIA Brasil (Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros) anunciou nesta quinta-feira (13/1) que irá estender a suspensão voluntária das operações de cruzeiros nos portos brasileiros até 4 de fevereiro de 2022.
Com a decisão, a Clia e as companhias associadas, MSC e Costa Cruzeiros, buscam dar continuidade às conversas com órgãos de saúde e autoridades competentes a fim de alinhar as medidas necessárias para retomar os cruzeiros nesta temporada.
De acordo com a associação, “Os protocolos do setor de cruzeiros excedem a maioria de outras indústrias e permanecem eficazes para mitigar o risco de covid-19. Além disso, o setor é o único que monitora, coleta e relata continuamente informações de casos diretamente aos órgãos governamentais.”
O posicionamento ocorre também um dia após a Anvisa (Agência Nacional de Saúde) publicar nota técnica recomendando aos órgãos governamentais a suspensão definitiva da temporada brasileira.
Veja abaixo o comunicado da CLIA BRASIL na íntegra:
“Em respeito às conversas em andamento para alcançar o alinhamento com as autoridades competentes, a CLIA Brasil (Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros) e seus associados tomaram a decisão de extensão do prazo de suspensão voluntária das operações nos portos do Brasil, prevista agora até o dia 4 de fevereiro de 2022.
A decisão de prorrogar voluntariamente a suspensão das operações no Brasil contrasta com a evolução positiva nos Estados Unidos, onde as autoridades de saúde reconheceram a eficácia dos protocolos da indústria de cruzeiros e anunciaram a elevação do Conditional Sailing Order (CSO), que ajudou a orientar o retorno do setor às operações na América do Norte. O governo dos EUA confirmou na última quarta-feira, 12 de janeiro, que a CSO fará a transição para um programa voluntário em 15 de janeiro.
Os cruzeiros são o único segmento que exige, antes do embarque para passageiros e tripulantes, níveis extremamente altos de vacinação e 100% de testes de cada indivíduo. No Brasil, os protocolos exigem que todos os hóspedes estejam com o ciclo vacinal completo, apresentem testes negativos antes do embarque, testagem contínua a bordo, uso de máscaras, distanciamento social e menor ocupação dos navios, entre outros protocolos.
Quando os casos são identificados como resultado da alta frequência dos testes a bordo, os protocolos dos navios de cruzeiro ajudam a maximizar a contenção com procedimentos de resposta rápida projetados para proteger todos os hóspedes e tripulantes, bem como as comunidades que os navios visitam. Além disso, os cruzeiros são o único setor que monitora, coleta e relata continuamente informações de casos diretamente aos orgãos governamentais.
Dada essa supervisão e a taxa excepcionalmente alta de vacinação exigida a bordo, a incidência de doenças graves é dramaticamente menor do que em terra, e as hospitalizações têm sido extraordinariamente raras. Os membros da CLIA continuarão a trabalhar em conjunto com as autoridades, sempre guiados pela ciência e pelo princípio de colocar as pessoas em primeiro lugar, com medidas comprovadas que são adaptadas conforme os cenários e que garantem a proteção da saúde dos passageiros, tripulantes e das comunidades que recebem os cruzeiros.”
Para a temporada de cruzeiros no Brasil foram estabelecidas os seguintes protocolos:
– Vacinação completa obrigatória para hóspedes e tripulantes (elegíveis dentro do Plano Nacional de Imunização).
– Testagem pré-embarque (PCR até três dias antes ou Antígeno até um dia antes da viagem).
– Testagem frequente de, no mínimo, 10% das pessoas embarcadas e tripulantes.
– Capacidade reduzida a bordo para facilitar o distanciamento social de 1,5m entre os grupos e permitir a distribuição de cabines reservadas para isolar casos potenciais.
– Uso obrigatório de máscaras.
– Preenchimento de formulário de saúde pessoal (DSV – Declaração de Saúde do Viajante)
– Ar fresco sem recirculação, desinfecção e higienização constantes.
– Plano de contingência com corpo médico especialmente treinado e estrutura com modernos recursos para atendimento dos hóspedes e tripulantes.
– Medidas de rastreabilidade e comunicação diária com a Anvisa, Municípios e Estados.