Nova companhia espanhola planeja iniciar operações no país já no começo da próxima temporada com cruzeiros de até sete noites
Por estagiária Sofia Kuhlmann
A nova companhia de cruzeiros marítimos Corazul Cruceros prepara sua entrada no mercado brasileiro ainda em 2026 e aposta em uma demanda elevada para a primeira temporada no país. Presente pela primeira vez no Cruise360, evento promovido pela CLIA Brasil em Santos, o vice-presidente de vendas da empresa, Àlex Busquets, apresentou as expectativas da companhia e detalhou os planos de operação.
Segundo o executivo, a chegada ao Brasil faz parte da estratégia global da companhia, que pretende aproveitar a complementaridade entre as temporadas europeia e sul-americana.
Operação da Corazul começa na Europa antes de chegar ao Brasil
De acordo com Busquets, a estreia da Corazul no mercado internacional acontecerá primeiro no Mediterrâneo, antes da travessia para a América do Sul. “A temporada começa no Mediterrâneo, saindo de Barcelona, com cruzeiros de sete noites. Depois seguimos para o Brasil”, declara.
A previsão é que o navio Buenavista chegue ao país no fim de outubro, quando terá início a temporada brasileira. A programação incluirá itinerários curtos e médios, de três, quatro e sete noites, pensados para atender diferentes perfis de viajantes.

Brasil volta a receber produto que já teve forte presença do público latino
A escolha do Brasil como um dos mercados prioritários para a nova companhia não foi por acaso. Busquets lembra que o país já teve forte presença de cruzeiros voltados ao público latino e europeu, um espaço que hoje volta a se abrir.
“Há várias razões para a escolha do Brasil. O mercado brasileiro já estava acostumado a ter esse tipo de produto no passado, com companhias como Pullmantur e Ibero Cruzeiros”, afirma. Segundo ele, a saída dessas empresas deixou uma lacuna que a Corazul pretende preencher. “Esse produto fez falta tanto na Espanha quanto no Brasil. Vimos uma oportunidade clara no mercado.”
Clima e estratégia global favorecem temporada brasileira
Outro fator importante na decisão da companhia foi a possibilidade de integrar a operação brasileira ao calendário internacional da empresa.
“O clima também pesa muito nessa decisão. A temporada brasileira se complementa muito bem com a europeia, e isso permite operar com o mesmo navio nos dois mercados”, explica o executivo. Esse modelo já é utilizado por diversas companhias de cruzeiro, que deslocam seus navios entre hemisférios conforme as estações do ano.
Demanda alta antes mesmo da abertura das vendas no Brasil
Mesmo antes do início oficial das vendas no mercado brasileiro, a companhia já registra forte procura na Europa. “As vendas na Europa já começaram e a demanda é definitivamente positiva”, diz Busquets.
De acordo com Àlex, o entusiasmo se deve principalmente ao fato de a companhia dedicar um navio especificamente a um público bem definido. “Há muita expectativa porque vamos ter um navio dedicado a um mercado específico.”
Acesse nosso grupo de WhatsApp e siga nosso Instagram e LinkedIn para ficar por dentro de tudo sobre o mundo dos cruzeiros!