Presidente da entidade, Marco Ferraz, destaca potencial da nova estrutura em Santos e reforça importância da capacitação de agentes de viagens durante o Cruise360
Por Aline Andrade
O presidente da CLIA Brasil e América do Sul, Marco Ferraz, destacou, durante entrevista no Cruise360 realizado em Santos, que o projeto de um novo terminal de cruzeiros na região do Valongo pode representar um avanço importante para o desenvolvimento da indústria de cruzeiros no Brasil. De acordo com Ferraz, a iniciativa pode melhorar a infraestrutura portuária e aproximar os cruzeiristas das áreas turísticas da cidade.
Segundo ele, o novo terminal tem potencial para tornar a experiência do viajante mais integrada ao destino, especialmente por estar próximo do centro histórico e de atrações culturais de Santos. “Estamos trabalhando muito para que isso aconteça. A nova estrutura pode trazer benefícios econômicos para o destino, estimulando a circulação de turistas pela região e ampliando o impacto do setor de cruzeiros no comércio e nos serviços locais”, afirma.

No início de 2026, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), após análise, concluiu que não há impedimento para a mudança do Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais, para o Valongo.
Mudança para o Valongo: estrutura mais próxima das atrações da cidade
O presidente da entidade explicou que um dos diferenciais do projeto é justamente a localização estratégica na área do Valongo, região histórica da cidade.
Entre os benefícios esperados com o novo terminal estão:
• maior integração entre o porto e o centro histórico de Santos;
• melhor experiência de embarque e desembarque para cruzeiristas;
• ampliação do fluxo turístico na região do Valongo;
• fortalecimento da infraestrutura de cruzeiros no Brasil.
Capacitação e crescimento do setor
Além de abordar a questão da infraestrutura portuária, Ferraz ressaltou que o desenvolvimento da indústria de cruzeiros também passa pela capacitação dos profissionais do turismo. Nesse sentido, o Cruise360 tem papel estratégico ao promover treinamentos e encontros entre agentes de viagens e representantes das companhias marítimas.

Criado originalmente em mercados consolidados como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, o evento é realizado há mais de duas décadas nesses destinos e vem ganhando espaço no Brasil. Marco ressalta também que a edição brasileira já demonstra crescimento no número de participantes.
“Começamos com cerca de 600 inscritos e neste ano já passamos de 650 participantes. Isso mostra o interesse crescente do mercado e o papel do evento na formação de novos especialistas em cruzeiros”, declara.
Potencial de expansão no Brasil
Além disso, o executivo ressaltou que o Brasil possui potencial para ampliar sua presença no mercado global de cruzeiros, embora ainda enfrente desafios para atrair navios fora da temporada tradicional. Atualmente, a operação no país é concentrada durante o verão do hemisfério sul, período em que companhias reposicionam navios que operam no hemisfério norte.
“O Brasil e a América do Sul precisam ser competitivos para atrair navios também fora da temporada. Existe interesse da indústria, mas ainda precisamos avançar em algumas questões regulatórias”, explica.
Entre os temas em discussão com autoridades brasileiras estão ajustes em regras sanitárias e regulatórias que poderiam facilitar operações ao longo de todo o ano. Para a CLIA, iniciativas como a criação de novos terminais, a capacitação de profissionais e o fortalecimento da relação entre destinos e companhias marítimas são passos fundamentais para consolidar o Brasil como um mercado cada vez mais relevante para o turismo de cruzeiros.
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