O 8º Fórum CLIA Brasil acontece em Brasília em 26 de agosto
Por Marco Ferraz, Presidente Executivo da CLIA no Brasil
As decisões que determinarão quais navios, roteiros e oportunidades estarão disponíveis nos próximos anos começam a ser construídas agora, e o agente de viagens tem papel fundamental nessa construção.
Quando ele vende um cruzeiro, o passageiro enxerga o resultado final: o navio, a cabine, o roteiro, os destinos e a experiência que está prestes a viver. O que raramente aparece é tudo o que precisou acontecer antes para que aquela viagem estivesse disponível. A chegada de um navio a determinado país não começa no dia da primeira escala. Ela é resultado de um longo processo de planejamento, negociação e tomada de decisões. Companhias marítimas, governos, portos, terminais, destinos, fornecedores e entidades representativas precisam trabalhar conjuntamente para construir as condições necessárias à operação.

Entram nessa equação a infraestrutura portuária, os custos operacionais, a segurança jurídica, o ambiente regulatório, a qualidade dos destinos, a experiência oferecida aos passageiros, a disponibilidade de serviços, a conectividade, a sustentabilidade e a capacidade de planejamento de longo prazo. É nesse espaço, muitas vezes distante dos olhos do consumidor, que se decide boa parte do produto que chegará às prateleiras das agências de viagens nos anos seguintes.
O futuro é decidido com antecedência
As companhias de cruzeiros definem o posicionamento de seus navios com uma antecedência que pode variar entre um ano e meio e três anos. Isso significa que as decisões tomadas hoje no Brasil não afetam apenas a próxima temporada. Elas podem determinar o tamanho, a diversidade e a competitividade da oferta disponível em 2028 ou 2029. Quando o ambiente de negócios se torna mais previsível, competitivo e eficiente, aumentam as possibilidades de o país receber mais navios, ampliar temporadas, desenvolver novos destinos e oferecer itinerários mais variados. Quando surgem obstáculos excessivos, custos desproporcionais ou insegurança regulatória, o efeito também não é imediato. Ele costuma aparecer alguns anos depois, quando os navios já foram direcionados para outros mercados.
Por isso, discutir o futuro da indústria de cruzeiros exige visão de longo prazo. O produto que o agente de viagens venderá amanhã começa a ser construído muito antes de aparecer em um sistema de reservas.É com esse propósito que a CLIA realiza, no dia 26 de agosto, em Brasília, a oitava edição do Fórum CLIA Brasil.

O evento reunirá representantes das companhias marítimas, autoridades dos governos federal, estaduais e municipais, portos, terminais, destinos, especialistas e lideranças do setor privado. Estarão presentes, entre outros importantes participantes, Bud Darr, presidente e CEO da CLIA Global; e os presidentes das companhias que operam no Brasil. Será um dia dedicado a discutir os caminhos necessários para fortalecer a competitividade do país e criar as condições para o crescimento sustentável da atividade.
E onde entra o agente de viagens?
Em todos os lugares.
O agente de viagens é o principal canal de vendas da indústria de cruzeiros no mundo. Globalmente, mais de 60% das vendas passam pelas agências. No Brasil, essa participação supera 75%. Não se trata apenas de um canal de distribuição. O agente é o elo entre uma indústria altamente complexa e o passageiro. É ele quem conhece os desejos, as dúvidas, as expectativas e o perfil de cada cliente. É quem explica as diferenças entre companhias, navios, cabines e itinerários. É quem orienta a escolha, transmite segurança e transforma o interesse por uma viagem em uma reserva efetiva.


A CLIA mantém uma relação histórica e estratégica com esse profissional. Em todo o mundo, são cerca de 18 mil agências associadas e aproximadamente 80 mil agentes cadastrados nas plataformas da entidade, acessando conteúdos, participando de treinamentos e conquistando certificações e selos de especialistas em cruzeiros. Essa relação é uma via de duas mãos. De um lado, a indústria realiza investimentos permanentes em novos navios, ampliação da capacidade, desenvolvimento de destinos, criação de itinerários, tecnologia, eficiência energética, gestão ambiental, novos combustíveis, treinamento de tripulações e aprimoramento da experiência do passageiro.
Do outro, é necessário que existam profissionais preparados para apresentar toda essa diversidade ao mercado, identificar o produto adequado para cada viajante e gerar demanda suficiente para sustentar esse crescimento. Um navio pode reunir tecnologia, gastronomia, entretenimento, hospitalidade e dezenas de possibilidades de experiências. Mas é o agente de viagens quem traduz tudo isso para o passageiro.
Mais competitividade significa mais oportunidades
Existe uma relação direta entre o ambiente de negócios e as oportunidades disponíveis para o agente. Se o Brasil melhora sua infraestrutura, reduz entraves, oferece maior previsibilidade e constrói regras compatíveis com uma atividade internacional, o país se torna mais atrativo para os investimentos das companhias. Mais navios significam mais leitos. Mais leitos permitem mais itinerários. Mais itinerários fortalecem destinos, ampliam a variedade de produtos e deixam as prateleiras das agências mais completas.
Com uma oferta maior e mais diversificada, o agente pode vender mais, alcançar novos públicos e gerar mais renda para sua empresa. Ao mesmo tempo, o crescimento da atividade movimenta portos, receptivos, guias, transportadores, restaurantes, hotéis, fornecedores, comércio e inúmeros pequenos e médios negócios nos destinos visitados. É um círculo virtuoso de investimentos, vendas, desenvolvimento econômico e geração de empregos.
Por essa razão, o agente de viagens não pode ser visto apenas como alguém que comercializa o produto depois que todas as decisões foram tomadas. Ele é parte interessada no desenvolvimento da indústria e tem legitimidade para defender condições que permitam ao Brasil receber mais navios e oferecer mais oportunidades ao mercado. O agente tem voz ativa. Tem capilaridade. Tem contato direto com o consumidor. Participa de entidades representativas, acompanha o comportamento da demanda e influencia decisões de viagem de milhares de brasileiros. Seu apoio à indústria tem relevância.
Um convidado de honra
Participar do Fórum CLIA Brasil é conhecer o trabalho que acontece antes do lançamento de uma temporada. É compreender por que determinados investimentos são necessários, quais desafios ainda precisam ser enfrentados e quais oportunidades podem se abrir para o país. É também ouvir diretamente os principais líderes da indústria, ampliar o relacionamento com companhias e profissionais do setor e entender como as discussões realizadas hoje poderão influenciar os produtos que chegarão ao mercado nos próximos anos. Nenhuma cabine é vendida por acaso. Por trás de cada roteiro existe um trabalho permanente de articulação, planejamento e cooperação. E, na ponta dessa cadeia, existe um agente de viagens conectando toda essa estrutura ao passageiro.
A relação da CLIA com os agentes e com as entidades que representam o agenciamento de viagens sempre será pautada pela proximidade, pelo diálogo e pela cooperação. Estamos do mesmo lado e compartilhamos o mesmo objetivo: desenvolver uma indústria forte, sustentável e capaz de oferecer cada vez mais oportunidades ao mercado brasileiro.

Por isso, no 8º Fórum CLIA Brasil, o agente de viagens não será apenas mais um participante. Será nosso convidado de honra. Esperamos contar com todos em Brasília, no dia 26 de agosto. Porque o futuro dos cruzeiros é construído por quem opera os navios, por quem recebe os passageiros, por quem cria as condições para o crescimento da atividade e, principalmente, por quem transforma todo esse trabalho em viagens, sonhos e experiências inesquecíveis.
Nos vemos em Brasília. Inscreva-se: https://abremar.com.br/8-forum-clia-brasil-2026/

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