A indústria global de cruzeiros segue crescendo em ritmo forte e os números mais recentes ajudam a entender por que esse movimento merece a atenção de quem vende cruzeiros no Brasil
Por Marco Ferraz, Presidente Executivo da CLIA no Brasil
Em 2025, o setor alcançou um recorde histórico de 37,3 milhões de passageiros em cruzeiros oceânicos no mundo. A indústria também gerou US$ 198,8 bilhões em impacto econômico global em 2024, o maior já registrado até hoje. Os dados, que são do State of the Cruise Industry Report 2026, apontam ainda uma perspectiva contínua de expansão, com expectativa de chegar a cerca 42,1 milhões de passageiros até 2029.
Na prática, isso significa mais demanda, mais navios, mais roteiros e uma ampliação constante das possibilidades de venda. O crescimento da indústria movimenta países e destinos que buscam ganhar espaço nesse mercado, atrair operações, investimentos e fortalecer sua presença nos itinerários internacionais.
Crescimento da indústria de cruzeiros no Brasil
Aqui no Brasil, acompanhamos esses movimentos globais de perto porque eles ajudam a compreender tendências, comportamento do consumidor e oportunidades que impactam diretamente o mercado nacional. Quanto mais a indústria cresce no mundo, maior também passa a ser a disputa por competitividade, infraestrutura e capacidade de atração dos destinos.
Outro dado importante está no perfil do consumidor. Hoje, o passageiro global de cruzeiros tem, em média, 46,7 anos e realiza viagens de aproximadamente sete dias. Estamos falando de um público cada vez mais amplo, diverso e aberto à experiência de cruzeiro.

Os índices de fidelização também chamam atenção. Cerca de 90% dos passageiros pretendem fazer outro cruzeiro, enquanto mais de 70% das pessoas demonstram interesse em experimentar esse tipo de viagem pela primeira vez. Isso mostra um mercado que cresce tanto pela recompra quanto pela entrada constante de novos consumidores.
Índices de destinos mais procurados
Quando olhamos os destinos mais procurados do mundo, o Caribe segue liderando, concentrando cerca de 44% dos passageiros globais, enquanto o Mediterrâneo mantém forte participação no mercado internacional. Ao mesmo tempo, cresce a procura por experiências mais segmentadas, roteiros diferenciados e produtos com maior valor agregado.


Esse comportamento aparece também no avanço consistente dos segmentos de luxo, premium e expedição, reforçando uma percepção importante para o agente de viagens: o cliente está mais disposto a investir quando enxerga valor, experiência e personalização.
Cenário brasileiro
Dentro desse cenário, o Brasil aparece como um mercado com enorme potencial de crescimento. A América do Sul ainda representa uma fatia menor da indústria global, mas com espaço claro para expansão. Esse avanço passa por fatores como competitividade, infraestrutura, regulação, promoção internacional e ambiente de negócios.
O trabalho da CLIA no Brasil acompanha essa evolução da indústria, buscando ampliar a competitividade do país e fortalecer o desenvolvimento do setor de cruzeiros no mercado nacional.
Esses números ajudam a entender comportamento, antecipar tendências e identificar oportunidades reais de venda. O cenário global pode parecer distante, mas ele impacta diretamente o dia a dia de quem vende cruzeiros no Brasil. E quem acompanha melhor esses movimentos consegue vender com mais repertório, estratégia e visão de futuro.

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