Com o Costa Fascinosa na temporada 2026/2027, companhia aposta em experiências ligadas à cultura local, pacotes Air&Sea e capacitação do trade
Por Aline Andrade
O Caribe ganhou espaço na estratégia da Costa Cruzeiros para o mercado brasileiro. Para a temporada 2026/2027, a companhia prepara uma operação que combina roteiros de sete noites, experiências a bordo inspiradas na cultura latino-americana e soluções como os pacotes Air&Sea, que integram voo, transfer e cruzeiro. Segundo Ruy Ribeiro, diretor comercial da Costa Cruzeiros no Brasil, a intenção é alcançar tanto brasileiros que já conhecem a região em viagens convencionais quanto aqueles que ainda não consideraram um cruzeiro internacional.
A estratégia ocorre em um momento em que a companhia identifica mudanças no comportamento do viajante brasileiro. De acordo com Ribeiro, além de sol e praia, o público passou a demonstrar maior interesse por gastronomia, cultura, bem-estar e experiências personalizadas.
“Nos últimos anos, também observamos uma evolução no perfil desse viajante, que está mais informado, mais exigente e mais interessado em experiências personalizadas.”

Para a Costa, o cruzeiro pode funcionar como uma alternativa para quem já conhece o Caribe, mas ainda não explorou a região a bordo de um navio. A possibilidade de visitar diferentes destinos durante uma única viagem, mantendo hospedagem, alimentação e entretenimento concentrados na embarcação, é apontada pela companhia como um dos argumentos para ampliar esse mercado.
Alma Latina leva o Caribe para dentro do navio da Costa Cruzeiros
Um dos principais investimentos da temporada 2026/2027 será o Alma Latina, experiência que estará no Costa Fascinosa. A proposta é levar para bordo elementos da cultura caribenha e latino-americana, não apenas como ambientação, mas por meio de música, dança, gastronomia e atividades ao longo da viagem.

A programação inclui a festa Sabor Latino, apresentações de artistas e DJs locais, ritmos característicos das ilhas caribenhas, atividades junto à piscina e competições de dança. Na gastronomia, estão previstas especialidades latino-americanas no café da manhã, maior oferta de sucos tropicais, além de bebidas como Pisco Sour e uma seleção ampliada de cervejas latino-americanas.
O diretor comercial resume a proposta como uma maneira de aproximar o hóspede do destino mesmo quando o navio está navegando.
“É uma forma de fazer com que a viagem comece muito antes do desembarque e continue mesmo a bordo.”
Essa conexão também aparece nos Sea Destinations, conceito utilizado pela Costa Cruzeiros para transformar momentos de navegação ou permanência em locais emblemáticos em parte da experiência turística. No Caribe, a companhia cita, entre os exemplos, festas inspiradas nos sabores e ritmos locais após a visita à Ilha Catalina e atividades de observação do céu durante a navegação.
Do Caribe à América do Sul
Na América do Sul, a Costa também pretende ampliar o conceito de Sea Destinations. Na temporada 2026/2027, o Costa Serena terá experiências em Copacabana, no Rio de Janeiro, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Em Copacabana, a proposta combina música, gastronomia e o período da chamada golden hour, com vista para o Pão de Açúcar e a orla carioca. Em Balneário Camboriú, a experiência será acompanhada de uma festa a bordo, tendo o skyline da cidade como cenário.
“Isso mostra como a própria navegação pode se tornar parte da experiência de conhecer um destino.”
Na temporada, o Costa Diadema terá roteiros de três, quatro e sete noites, enquanto o Costa Serena realizará itinerários de oito e nove noites. Para Ribeiro, os produtos cumprem papéis diferentes dentro da estratégia da empresa: a América do Sul oferece a proximidade e os embarques no Brasil, enquanto o Caribe amplia as possibilidades de viagens internacionais.
Air&Sea reduz etapas da viagem
Um dos obstáculos identificados pela companhia para ampliar a procura pelo Caribe está na percepção de complexidade de uma viagem internacional. Para enfrentar essa barreira, a Costa aposta no Air&Sea, solução que combina diferentes etapas da viagem.
Por meio do programa Conexão Costa, são oferecidos voos diretos de São Paulo para a República Dominicana, além de transfers terrestres integrados ao cruzeiro. Ribeiro afirma que a proposta é reduzir o número de decisões que o viajante precisa tomar ao organizar a viagem.
“É uma maneira de reduzir a complexidade do planejamento e tornar o cruzeiro pelo Caribe uma opção mais acessível.”

Outra informação apresentada pela companhia é a existência de roteiros no Caribe que, segundo Ruy, não exigem visto americano. A afirmação se refere aos itinerários oferecidos pela Costa na região, e o executivo também destaca a integração entre aéreo, transfer e cruzeiro como parte da estratégia comercial.
Agências ganham papel central
Para transformar o interesse pelo Caribe em vendas, a Costa coloca os agentes de viagens no centro da estratégia. Segundo Ribeiro, o profissional tem papel relevante principalmente porque o produto envolve diferentes roteiros, portos de embarque e possibilidades de combinação com outros serviços.
“É ele quem conhece o perfil, as expectativas e as necessidades do cliente, conseguindo traduzir uma ampla gama de opções na recomendação mais adequada para cada hóspede.”
A companhia afirma que pretende continuar investindo em treinamento, relacionamento com o trade e ferramentas de apoio à venda. A lógica é ampliar o conhecimento dos profissionais sobre os roteiros caribenhos e, consequentemente, sua capacidade de apresentar o cruzeiro como uma alternativa para conhecer vários destinos em uma mesma viagem.
Caribe como porta de entrada para o cruzeiro internacional
A armadora vê espaço para ampliar o número de brasileiros que viajam de navio fora da América do Sul. Para Ribeiro, o Caribe pode cumprir uma dupla função: atender quem já tem experiência com cruzeiros e apresentar o formato a viajantes que ainda não fizeram uma viagem desse tipo.
“Mais do que um destino, o Caribe representa uma oportunidade de apresentar novos viajantes ao universo dos cruzeiros e, ao mesmo tempo, oferecer aos nossos hóspedes mais experientes uma forma diferenciada de explorar uma das regiões mais desejadas do mundo.”
O próximo passo da Costa Cruzeiros será consolidar essa oferta com uma combinação de roteiros, experiências temáticas e soluções de viagem integradas. Para a companhia, a aposta no Caribe não substitui a operação sul-americana, mas amplia o portfólio disponível ao brasileiro e cria mais uma frente para o crescimento dos cruzeiros internacionais no país.
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