Temporada brasileira de cruzeiros 2026/2027 começa com oferta 24% maior e expectativa de movimentar R$ 4,76 bilhões na economia nacional
Por Redação Krooze
A temporada brasileira de cruzeiros 2026/2027 começou oficialmente em 30 de outubro, com perspectivas positivas para o turismo e para a economia nacional. Com ampliação da frota e crescimento de 24% na oferta de leitos, a operação deve movimentar mais de R$ 4,76 bilhões e superar os 72 mil postos de trabalho registrados no ciclo anterior.
Para Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, os cruzeiros desempenham um papel estratégico na divulgação dos destinos nacionais e na geração de renda para diferentes setores.
“Temos a costa mais atrativa da América do Sul, e os cruzeiros funcionam como uma grande vitrine flutuante do nosso país para o mundo”, destaca o ministro.
Cruzeiros movimentam toda a cadeia do turismo
Segundo Gustavo Feliciano, cada escala beneficia empresas de transporte, hospedagem, alimentação, comércio e serviços turísticos, criando oportunidades para pequenos e grandes empreendedores.
“A temporada de cruzeiros impacta a economia brasileira de ponta a ponta. Quando um navio chega a um destino, toda a cadeia de serviços é beneficiada, do transporte à hospedagem, da alimentação ao comércio local. Isso gera oportunidades para pequenos e grandes empreendedores, além de criar empregos e gerar renda para quem recebe os turistas”.
A temporada, que seguirá até 9 de abril de 2027, contará com oito navios dedicados à costa brasileira, um a mais do que no ciclo anterior. A capacidade total supera 800 mil leitos.
Os embarques e desembarques serão realizados em Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá.
Santos lidera impacto econômico previsto

De acordo com projeções da CLIA Brasil, considerando as operações de cabotagem e os navios internacionais de passagem, Santos deverá liderar a temporada, com 640 mil leitos ofertados e potencial para movimentar mais de R$ 616 milhões.
O Rio de Janeiro aparece na sequência, com 316 mil leitos e impacto estimado em aproximadamente R$ 304 milhões.
Outros destinos também apresentam projeções expressivas:
- Balneário Camboriú: 198.071 leitos e R$ 190,6 milhões;
- Salvador: cerca de 182 mil leitos e R$ 175,2 milhões;
- Itajaí: 165.474 leitos e R$ 159,3 milhões;
- Maceió: 137 mil leitos e R$ 131,9 milhões;
- Paranaguá: 36.356 leitos e aproximadamente R$ 35 milhões.


Oferta cresce 24% na temporada
Para Marco Ferraz, presidente executivo da CLIA Brasil, a ampliação da oferta representa uma oportunidade para construir um crescimento consistente do setor em parceria com o poder público e a iniciativa privada.
“O início da temporada é um momento significativo para o setor e reflete um trabalho contínuo para fortalecer os cruzeiros no Brasil. A oferta, 24% maior, representa uma retomada importante, também favorecida por circunstâncias do mercado internacional”, diz.
O executivo também destacou a necessidade de avanços em infraestrutura, competitividade e segurança jurídica, além da participação dos agentes de viagens na comercialização e no desenvolvimento do mercado.
Navios internacionais farão mais de 200 escalas
Além das embarcações dedicadas à costa nacional, o Brasil receberá 28 navios de longo curso, pertencentes a 22 companhias.
Essas embarcações deverão realizar mais de 200 escalas em 32 portos e pontos de parada brasileiros, ampliando a presença dos cruzeiros para além dos circuitos regulares.
Estrangeiros ganham espaço entre os cruzeiristas
O crescimento brasileiro acompanha o aquecimento mundial da indústria. Segundo a CLIA, o mercado global alcançou 37,2 milhões de cruzeiristas em 2025, estabelecendo o terceiro recorde consecutivo da série histórica.

No Brasil, a participação de viajantes estrangeiros aumentou de 16,1% na temporada 2024/2025 para 23,9% em 2025/2026. Para o ministro, o crescimento representa uma oportunidade para ampliar a chegada de visitantes internacionais e consolidar o país entre os principais destinos de cruzeiros da América do Sul.
“Quando o turista desembarca e vivencia a cultura e a hospitalidade local, ele movimenta a economia e se torna um promotor dos destinos. É essa engrenagem que consolida o turismo como um motor definitivo de desenvolvimento”, ressalta Gustavo Feliciano.
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