Em entrevista, Gustavo Benetti, diretor de vendas da Companhia, destaca o crescimento do interesse por destinos remotos
Por Aline Andrade
Durante a WTM Latin America, importante feira de turismo, a Swan Hellenic apresentou um cenário bastante positivo para suas operações na América do Sul, com destaque para o Brasil. Em entrevista, Gustavo Benetti, diretor de vendas da Companhia, destacou o desempenho comercial da companhia e o fortalecimento dos roteiros que incluem destinos nacionais, como Amazônia, Lençóis Maranhenses e Abrolhos, além de revelar expectativas otimistas para os próximos anos.
Segundo o executivo, 2026 já começou com resultados expressivos. “Iniciamos o ano com 40% da meta já alcançada e caminhamos para 55%, o que mostra uma demanda muito forte. A Amazônia, por exemplo, foi um sucesso absoluto, com a saída deste ano já 100% vendida”, afirma. Diante desse cenário, a companhia planeja ampliar a oferta: para 2027, a ideia é incluir uma segunda saída pela região amazônica, aproveitando o reposicionamento do navio SH Vega pela América do Sul.


Brasil em alta: novos roteiros e demanda crescente

O itinerário do SH Vega na região inclui uma rota estratégica que percorre o Pacífico, passando por Chile e Peru, antes de retornar ao Brasil. “No próximo ano, vamos subir novamente pela costa brasileira para realizar essa segunda passagem pela Amazônia, com embarques que vão de Fortaleza a Belém, incluindo também os Lençóis Maranhenses. Antes disso, teremos trechos entre Rio de Janeiro e Salvador, que também foram um grande sucesso”, explica Benetti.
Outro destaque é o roteiro para Abrolhos, que marcou a estreia da Swan Hellenic como a primeira e única, companhia a operar esse destino por cruzeiro de expedição. A experiência, segundo o Gustavo, tem atraído um público bastante específico. “Recebemos desde mergulhadores profissionais até amadores que querem viver essa experiência única. É um destino muito ligado à natureza e ao descobrimento, com acesso limitado ao longo do ano, o que torna a viagem ainda mais especial”, diz.


O crescimento também tem sido impulsionado por grupos corporativos, um segmento que vem ganhando relevância para a companhia. “Temos observado uma procura maior de empresas interessadas em experiências diferenciadas para seus clientes e equipes, o que tem ajudado a alavancar nossas vendas”, acrescenta.
Swan Hellenic: o perfil do viajante e a experiência a bordo
De acordo com Benetti, embora haja diversidade de idades, o perfil predominante do hóspede é o de um explorador. “É difícil definir por faixa etária, porque temos um público muito variado. O que une todos é o espírito aventureiro, o desejo de ir além dos destinos tradicionais e viver algo realmente único”, afirma.
Apesar de ser uma experiência mais voltada à exploração do destino do que ao entretenimento a bordo, a companhia também recebe famílias. “Na minha última viagem à Antártica, por exemplo, havia cinco crianças a bordo, mesmo sendo um dos destinos mais restritos. Isso mostra como o interesse por esse tipo de viagem está se ampliando”, destaca.
Nos roteiros brasileiros, a experiência inclui suporte para atividades específicas, como mergulho em Abrolhos, respeitando as regulamentações locais. Equipamentos básicos são fornecidos, além de acompanhamento especializado. A bordo, o modelo é majoritariamente all inclusive, com poucas exceções.
“O único serviço pago à parte é o spa, além de upgrades de internet e algumas experiências muito específicas em determinados destinos”, explica.
Antártica: uma experiência transformadora
Além dos roteiros no Brasil, Benetti também compartilhou sua experiência pessoal em uma expedição à Antártida, realizada recentemente, a primeira de sua vida. De acordo com ele, a viagem vai muito além de um simples destino turístico.
“Era um sonho antigo, desde que comecei a trabalhar com turismo. Só o fato de chegar lá já é uma conquista, porque é um destino remoto, com acesso mais complexo. Mas a sensação de estar na Antártica é indescritível. Parece que você está em outro planeta”, relata.

O executivo contou que acordou ainda de madrugada, por volta das 4h, para acompanhar a chegada ao continente. “Quando o dia clareou, eu estava cercado por neve, geleiras e animais. É algo tão intenso que você demora para processar. Não dá para prever o que vai acontecer, cada momento é único”, diz.
Para Benetti, trata-se de uma experiência transformadora. “É impagável, inacreditável. Eu recomendo que todos, se tiverem a oportunidade, conheçam. É um pedaço do planeta que não se compara a nenhum outro lugar do mundo”, conclui.
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