Primeira banca da terceira edição do prêmio reuniu especialistas do setor para analisar infraestrutura, operação, logística, receptivo e experiência do hóspede de portos e escalas
Por Aline Andrade
As votações da terceira edição do Krooze Awards começaram nesta segunda-feira, 10 de agosto, com a categoria Melhores Portos e Escalas da Temporada Brasileira. A primeira banca do prêmio reuniu especialistas da indústria de cruzeiros para avaliar os principais destinos brasileiros que fizeram parte da temporada 2025/2026.
A comissão foi formada por Marco Ferraz (Clia Brasil), Rene Hermann (Costa Cruzeiros), Marcia Leite (MSC Cruzeiros), Ricardo Fazzini ( Consultor de cruzeiros) e João Tomaz (Executivo de cruzeiros), profissionais com atuação em diferentes áreas do setor de cruzeiros. A abertura e votação foi conduzida por Alex Calabria, diretor comercial da Krooze e um dos idealizadores da premiação.

A avaliação considera o período entre julho de 2025 e julho de 2026 e contempla duas perspectivas: os portos de embarque, analisados principalmente sob a ótica das armadoras e da operação, e os portos de escala, observados também a partir da experiência proporcionada ao hóspede.
Como funciona a votação do Krooze Awards
A dinâmica da categoria foi estruturada para combinar informação técnica, troca de experiências e votação individual. Antes dos debates, os jurados assistem a vídeos de apresentação dos portos participantes, com informações sobre a estrutura e as características de cada destino.
Depois da exibição, a banca abre espaço para uma conversa entre os participantes. Os jurados compartilham percepções, experiências e informações relacionadas à operação dos portos, considerando aspectos como infraestrutura, logística, receptivo, organização, segurança, serviços e experiência proporcionada ao hóspede.
A proposta é permitir que diferentes pontos de vista sejam apresentados antes da escolha. A metodologia não exige unanimidade entre os participantes: cada jurado pode formar sua própria avaliação a partir das informações apresentadas e do debate realizado durante a reunião.
Após essa etapa, os jurados registram suas escolhas individualmente por meio de um formulário online, em uma votação secreta. O modelo busca preservar a autonomia de cada integrante da banca e, ao mesmo tempo, criar um processo de avaliação baseado em informações compartilhadas e discussão técnica.
Uma análise que vai além da infraestrutura
Durante a primeira banca, os jurados analisaram diferentes características dos portos brasileiros, considerando tanto a estrutura física quanto a capacidade de atender às necessidades específicas da indústria de cruzeiros.
Entre os pontos observados estiveram:
- Organização dos processos de embarque e desembarque;
- Espaços destinados às operações;
- Fluxo de bagagens;
- Serviços de apoio;
- Logística de transporte;
- Receptividade dos destinos;
- Condições oferecidas às companhias marítimas.
A análise também considerou a capacidade de adaptação dos destinos e os investimentos realizados ou planejados para acompanhar o crescimento do setor. Em diferentes momentos do debate, os jurados destacaram a importância de uma operação integrada, na qual infraestrutura portuária, serviços de receptivo e organização logística trabalhem em conjunto para proporcionar uma experiência adequada desde a chegada até a saída do hóspede.
A evolução dos portos brasileiros
A discussão mostrou também a diversidade existente entre os destinos que recebem navios de cruzeiro no Brasil. Enquanto alguns portos apresentam estruturas consolidadas e grande movimentação, outros vêm ampliando sua participação no mercado por meio de novos investimentos, adaptações operacionais e melhorias no atendimento.
Entre os exemplos analisados estiveram Balneário Camboriú (SC), Concais – Santos (SP), Contermas – Salvador (BA), Fortaleza (CE), Itajaí (SC), Maceió (AL), Manaus (AM), Pier Mauá – Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE).
Balneário Camboriú
Balneário Camboriú, por exemplo, foi analisado a partir de sua evolução como porto de embarque, incluindo a habilitação alfandegária e o crescimento do número de escalas. A banca também observou iniciativas relacionadas à logística, como utilização de áreas de apoio, transporte para traslados, organização de bagagens e estrutura destinada aos procedimentos de embarque.

Concais – Santos
Santos foi analisado sob a perspectiva de sua relevância para o mercado de cruzeiros, da capacidade operacional e da estrutura disponível para receber os hóspedes. A banca também discutiu aspectos relacionados à experiência de embarque, estacionamento e novos serviços, incluindo a implementação de uma sala VIP, a Krooze VIP Lounge by Redion .

Contermas – Salvador
Em Salvador, a análise considerou principalmente a localização do terminal e sua proximidade de atrações turísticas, além da estrutura necessária para atender às operações de cruzeiros.

Fortaleza
Já Fortaleza foi avaliada considerando características como localização, estrutura do terminal e sua capacidade de atender diferentes perfis de operação.

Itajaí
Em Itajaí, a discussão passou pela utilização de estruturas de apoio para o embarque, pelo fluxo operacional e pelo papel do destino como ponto de trânsito e embarque na temporada brasileira. A banca também abordou investimentos e perspectivas para a estrutura portuária.

Maceió e Manaus
Outros destinos, como Maceió e Manaus, também foram analisados a partir de suas características específicas. No Amazonas, por exemplo, a operação foi discutida levando em conta as particularidades da navegação na região e a necessidade de adaptar a operação às condições naturais do rio, ao mesmo tempo em que o receptivo contribui para a experiência do hóspede.


Paranaguá, Rio de Janeiro e Recife
Paranaguá também entrou na análise com a retomada de escalas prevista para a temporada atual, enquanto Rio de Janeiro e Recife foram discutidos a partir de suas estruturas, localização, operação e relação com o mercado de cruzeiros.



O destino como parte da experiência do cruzeiro
Um dos pontos que ganhou espaço durante o debate foi a importância crescente dos destinos na experiência oferecida pelos cruzeiros. A discussão acompanhou uma mudança percebida no setor internacionalmente: além das características dos próprios navios, as companhias passaram a considerar cada vez mais as experiências oferecidas nos destinos como parte importante do produto.
Nesse contexto, os portos deixam de ser apenas pontos de chegada e saída e passam a integrar uma jornada mais ampla. A infraestrutura precisa funcionar em conjunto com o destino, permitindo que o hóspede tenha acesso às atrações locais, aos serviços de receptivo e às experiências que fazem parte da identidade de cada cidade.
Durante a banca, os participantes destacaram justamente a força dos destinos brasileiros como elemento de atração para os cruzeiros e a importância de que a estrutura portuária acompanhe essa demanda.
Infraestrutura e experiência caminham juntas
A avaliação dos jurados também reforçou que a qualidade de um porto não depende exclusivamente do tamanho ou da quantidade de navios recebidos. A análise envolve um conjunto de fatores que interferem diretamente na experiência de embarque, desembarque e visita.
Entre eles estão a facilidade de acesso, organização dos fluxos, atendimento, estrutura para bagagens, procedimentos de segurança, transporte, receptivo turístico e integração com a cidade.
Esse conjunto de elementos ganha ainda mais relevância em uma temporada marcada por diferentes modelos de operação. Os portos podem atuar como pontos de embarque, escalas durante o roteiro ou ambos, e cada função apresenta necessidades específicas. Por isso, a banca considerou tanto a perspectiva das armadoras quanto a experiência dos hóspedes ao avaliar os destinos.
Votações seguem até 25 de agosto
A votação da categoria Melhores Portos e Escalas da Temporada Brasileira abriu o calendário de bancas do Krooze Awards 2026. As votações seguem até 25 de agosto, reunindo diferentes grupos de jurados de acordo com cada segmento analisado pelo prêmio.
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